Review #1

Primeiro post com “conteúdo”, efetivamente :) Hoje eu decidi falar sobre um jogo que chamou bastante minha atenção, e que estou jogando e tentando terminar: Braid!

Braid é um jogo independente, cujo criador chama-se Jonathan Blow, que foi lançado inicialmente para o Xbox (2008), e posteriormente para PC e Mac (2009). Primeira vez que o vi foi na casa do Arthur Protasio. Ele me mostrou o jogo no Xbox, e eu achei uma coisa LINDA. A história é interessante, e essa história é que deu ensejo a um fato inusitado que o norteia: em Braid, você não morre. Você pode voltar no tempo sempre que quiser, seja porque morreu, porque fez algo que não queria ter feito… ou até em partes que o jogo exige, por uma determinada situação, que você retroceda. Só isso já tinha me chamado atenção o suficiente, mas além desse fato, a arte é muito bem-feita e suave, e a trilha sonora é belíssima. Como eu não tenho Xbox, fiquei choramingando internamente porque não podia jogá-lo em casa… até descobrir que ele existe pra PC, e está disponível no Steam! Daí, o Arthur me deu o jogo de presente (logo depois de eu dar VVVVVV a ele – hahaha! – , mas esse é assunto para outro post xD), e eu fui jogar, feliz da vida!

Sobre o jogo em si: Braid é composto por puzzles. A capacidade de voltar no tempo te joga em diversas situações, nas quais você tem que usar a cuca pra se sair. O objetivo de cada fase é juntar as peças do quebra-cabeça daquele mundo, e essa atividade não é mole MESMO! Jogos de puzzle nunca foram minha especialidade, então tô apanhando um bocado pra avançar, hehe. Mas é tão lindo e enigmático que vale a pena…

Explicando o “enigmático”: tudo que você consegue depreender da história é que o protagonista, Tim, tinha uma amada, mas que, por algum motivo, eles começaram a se desentender, e Tim sai em busca d’A Princesa. Uma das primeiras perguntas que o game lança é se deveríamos ser castigados por uma lição que efetivamente aprendemos, ou se não seria mais justo que pudéssemos, assim, consertar nossos erros. É a partir dessa premissa que se qualifica o retrocesso no tempo: você pode consertar seus “erros” durante o jogo.

Contudo, à medida que você avança, o enredo vai ficando cada vez mais truncado. Os relatos sobre os sentimentos entre Tim e a amada (que, a uma certa altura, já não parece mais ser tão amada assim…) vão ficando mais intimistas, e o distanciamento entre ambos, mais claro. Mas não vou me estender, ou estarei dando spoilers! Basta dizer que estou confusa. xD Há várias interpretações sobre a história, inclusive de que ela trata do desenvolvimento da bomba atômica (!!!), segundo a Wikipedia. Admito que não vou por essa linha, e a acho meio doidona. :P Mas que o enredo vai ficando confuso… vai. O que não tira, na minha opinião, a beleza da trama.

No momento, estou no último mundo, e espero terminar Braid dentro em breve. Tem sido uma experiência muito peculiar jogá-lo, porque apesar da sua dinâmica ser comum (o personagem corre, pula, mata monstrinhos, etc), o conjunto da obra é muito sui generis. Além de tudo que já falei sobre a história, a arte de Braid é delicada e original. Tudo passa a impressão de ter sido pintado à mão (pergunto-me se não foi…), desde o cenário até o próprio Tim. E a trilha sonora é muito, mas muito bonita, e extremamente inspiradora. Esse conjunto todo me cativou, e tornou Braid um jogo hiper especial pra mim.

Por hoje é só, pessoal! ;)

(Ah, todos os screenshots são do meu próprio jogo ^^)

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7 responses to “Review #1

  1. O jogo tem um final secreto. Mais, não falo.

  2. Ainda bem que não teve spoilers. Estava no 4/5 mundo, perdi o save (achei que salvava no Steam Cloud). Agora estou dividindo com a Marcela.

  3. De fato a história de Braid fica confusa…eu realmente tenho certa dificuldade em compreendê-la em sua completude, mas reconheço que mesmo no seu nível “básico” ela ainda se conecta muito bem com o final que, por sinal, é fantástico!

    Braid é uma excelente combinação de diversos fatores e por isso deve ser valorizado! Mas no final de tudo, a experiência emocional tem o potencial de te deixar pensativo e bem contemplativo. É fantástico!

    Espero que curta! :)

  4. Adorei o blog! ;)

    Braid é um dos meus jogos favoritos. A mecânica de jogo dele é excelente, a arte é linda e mesmo não dando pra entender a história em sua completude, como disse nosso amigo Arthur, o jogo te passa uma experiência única que eu confesso não ter vivido em muito tempo em um jogo.

    Sem contar o final sensacional! Vivam os Indie Games! \o/

  5. Taí um jogo que me encanta profundamente pelo visual, mas que ainda não tive oportunidade de jogar pra poder aproveitar tudo de bom que ele oferece. Um dia jogarei! \o/

    (Nossa, que comentário relevante… uehueheuheue)

    PS: Sempre que vejo imagens de Braid, me lembro de Legend of Mana.

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